4 de junho de 2016

Coluna da Ravs: Lembrete para nós, de mulher para mulher (e não é a Marisa)

A gente começa a se identificar com pessoas quando começamos a nos identificar também com certos pensamentos. Criamos empatia. Normal. É o famoso “santo que bateu”.
Mas e se não bateu?
Esse texto é direcionado principalmente às mulheres desse blog, que assim como eu, têm a esperança de que um dia ainda viveremos em um mundo onde respeito é a base de tudo. Então, se você não acha, melhor nem ler. E vai ser um pouco longo (já avisando).
Começamos a usar nossas redes sociais para relatar nossos cotidianos chatos, muitas vezes cercados do conforto das nossas casas e nossas famílias/amigos. E é um conforto tão cego, que nos impactamos quando lemos situações que ferem a moral de quase todos os seres humanos.
Quando começamos a pensar que existe um mundo além do nosso, a nossa mente começa a se abrir e perceber que algumas vezes, é necessário quebrar esse conforto, para confortar.
Mas oi?
Sim. Quebramos o nosso conforto para confortar os outros.
            Precisamos começar falando sobre feminismo. Começar falando sobre sororidade. Começar falando sobre empatia.
                Conhece essas palavras? Conhece o que elas realmente significam e os benefícios que podem trazer à humanidade?
                Feminismo sim! E se você conhece uma mulher que diz que ser feminista é odiar os homens, não depilar, não usar absorvente, ir para manifestações com os seios de fora, etc... ela está por fora do que é realmente ser feminista. Até por que o feminismo, pasmem, nos da essa opção de escolhas. Você só faz o que lhe é conveniente, até por que somos donas dos nossos próprios corpitchos, né nón?
                Sororidade e empatia. Por que vai muito além de ser de mulher pra mulher. É ser de humano para humano. Eu costumo dizer que na humanidade falta humanidade, e não me refiro a números. Me refiro a gestos <3

                Por fim, Cultura do Estupro. Meninas, o número de denúncias sobre estupro aumentou muito depois do caso da mocinha de 16 anos que foi cruelmente abusada por mais de trinta caras. E nem me vem com “Ah, ela é da favela, drogada, tinha filho, queria aquilo, eu vi vídeo dela gostando, eu ouvi áudio dela pedindo... blablabla.”. Se coloque no lugar dela. Como seria se você fosse da favela, e usuária? E fosse violentada brutalmente por trinta e tantos caras, e depois gravada, exposta, e mesmo visivelmente dopada e desmaiada, sangrando,  as pessoas ainda tivessem duvidando da sua palavra? Afinal, quem é uma menina pobre da favela, perto do seu dinheiro, poder e conforto, não é mesmo? É claro que é muito mais fácil falar que a culpa foi dela, e de nenhum dos TRINTA E OITO caras que abusaram dela, não é mesmo?

                Presta atenção numa coisita aqui:
*NÃO. NÃO É.*

                Temos que acabar com isso. Ta errado. Poderia ser eu, ou você. Poderia ser sua mãe, tia, prima, irmã, melhor amiga...
                TODAS NÓS PRECISAMOS ESTAR JUNTAS NISSO!
                Se unir pra confortar. Se unir pra CONFRONTAR.
                E já que usamos nossas redes sociais o tempo inteiro para espalhar tanta coisa, vamos aproveitar para espalhar essas pequenas coisas? Uma palavra amiga muda o mundo de alguém que pode nunca ter te visto na vida. Já mudaram muito o meu mundo e melhoram muito meu astral, logo que eu sai de um relacionamento 80% abusivo. E em sua maioria, eram pessoas que eu nunca vi ou ouvi na minha vida. Algumas nem moram perto de mim e nem sabem que eu existo. Mas estavam lá. E estarão lá. Se juntando a mim por energia. Por que afinal de contas, e de tudo

                                               JUNTAS SOMOS MAIS FORTES <3

PS: Gosto muito de falar sobre empoderamento feminino. Somos uma força imensa na internet, e fazemos muita diferença para pessoas que estão meio lost no mundo. Se eu tivesse alguém para me explicar o que significava um relacionamento abusivo, talvez eu não teria desencadeado tantos problemas psicológicos. Então, repassem sempre que puderem algo sobre empoderamento. Qualquer coisinha, eu também faço papel de conselheira as vezes. Gabbe quem o diga <3 Me procurem: ravenamaya@gmail.com (prometo responder com super carinho). Beijones no coraçãonio de vocês
               



Comente com o Facebook:

7 comentários:

  1. mt importante abordar esse assunto tao serio! adorei o post, precisamos acabar com a cultura do estupro!

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

    ResponderExcluir
  2. Adorei o post, Gabe, a gente tem mesmo que fazer isso, segurar a mão uma da outra, amar, empoderar, e lutar.
    com amor, Bru
    Mania de Bruna
    @ManiaDeBruna

    ResponderExcluir
  3. falou tudo em um texto tão brilhante, cheio de atitude, temos que nos por sim no lugar de cada mulher que sofre qualquer tipo de abuso, por que poderia sim ser eu, ou uma pessoa que amo, sofro quando vejo mulheres mesmo que dizem que as vitimas tem culpa, claro que não, são como eu e você, indefesas quando se trata de violência, por um mundo, não diria feminista mas humanista por que abuso de qualquer tipo vai contra seus direitos humanos, por um mundo com mais amor e respeito.

    http://entrevereviver.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Muito legal e esclarecedor o texto. O feminismo é totalmente para mulheres, para conscientizá-las de seu valor e orientá-las ;)
    boa semana :)

    Red Behavior

    ResponderExcluir
  5. Concordo com o que você escreveu.
    Eu tento super seguir a proposta do feminismo, mesmo que ás vezes o machismo enraizado em mim apareça, é dificil essa desconstrução.
    Tento defender essa igualdade nesse meu processo de transformação ^^

    ResponderExcluir
  6. Concordo muito , só li verdade.
    Muita das vezes o machismo esta em nós mesmas , devemos mudar isso.
    Lutar por igualdade nos não somos inferiores a ninguém.
    Parbéns pelo texto , ficou sensacional.

    Beijão.
    morenagraviola.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  7. Ótimo posicionamento Ravena! É incrível como as pessoas tendem a julgar o que não conhecem e/ou julgam conhecer, como no caso do feminismo. O que nós queremos é igualdade. Respeito. Que eu não julgue ou deixe de apoiar porque não conheço aquela pessoa ou porque isso não aconteceria comigo ou com meus próximos. A realidade é que todos somos gente, todos somos humanos, e, infelizmente, pode acontecer tanta coisa com qualquer um de nós que jamais imaginaríamos. Uma palavra gentil, uma demonstração de respeito, uma frase empoderadora. Isso é sororidade. É compartilhar da dor do outro mesmo que não a conheça e respeitar o sentir do outro. E claro, buscar não apenas um mundo melhor, mas pessoas melhores para o mundo.
    Muito bom ler seu texto!
    xoxo

    ResponderExcluir

Veja também: Plugin for WordPress, Blogger...